Agricultura alerta que prazo para colheita da soja termina neste sábado no Paraná

A Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento alerta os produtores que neste sábado, dia 15 de maio de 2021, termina o prazo para a colheita ou dessecação da soja no Paraná. O objetivo é preparar as áreas de cultivo para o vazio sanitário, período no qual é proibido semear ou manter plantas vivas de soja no campo.

O vazio sanitário visa reduzir a sobrevivência do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática, considerada a principal doença da soja, devido à rapidez com que se dissemina nas plantas e seu potencial destrutivo. A medida busca evitar a possibilidade de ocorrência da doença durante a safra.

No Paraná, o vazio sanitário acontece no período de 10 de junho a 10 de setembro. O dia 9 de junho é o prazo final para a eliminação de plantas vivas nas propriedades rurais.

As determinações e prazos estão previstos na Portaria 342/2019 da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), e seu cumprimento é obrigatório. Os produtores rurais que não cumprirem as recomendações estão sujeitos à aplicação de multas e, em casos mais graves, interdição da propriedade.

Além do vazio sanitário, as estratégias de manejo da doença incluem a utilização de cultivares precoces e a semeadura no início da época recomendada, para que o fungo não ataque plantas muito jovens e a doença se desenvolva com mais severidade; o uso de cultivares com genes de resistência e de fungicidas.

ALERTA FERRUGEM – Há três safras, os sojicultores paranaenses contam com o serviço Alerta Ferrugem, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR-Paraná), que monitora a ocorrência dos primeiros esporos de ferrugem asiática nas lavouras de soja. O Alerta Ferrugem fornece informações que auxiliam na decisão sobre o melhor momento para a aplicação de fungicidas – que não seja de forma precoce, que leva ao desperdício de produto, ou tardia, comprometendo a produtividade.

CLIMA FAVORECE – O clima úmido e temperaturas amenas favorecem o desenvolvimento do fungo da ferrugem asiática, que se propaga facilmente pelo vento e pode incidir em qualquer estágio da cultura. Dependendo da intensidade e severidade da doença, os danos podem causar perdas de produtividade de até 90%. Por isso, em um período de 90 dias, nenhuma planta de soja deve existir nas lavouras paranaenses.

PREJUÍZOS – De acordo com dados do Consórcio Antiferrugem, a doença possui um custo médio de US$ 2,8 bilhões por safra no Brasil, incluindo métodos de controle e prejuízos com perdas. O Paraná é um dos estados que mais sofrem com a ferrugem asiática no País. No ciclo 2020/21 foram registradas 100 ocorrências da doença em planta, atrás apenas do Rio Grande do Sul, com 138.

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